Amigo da Obra – Operando o caminhão basculante

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O caminhão basculante é um dos equipamentos mais versáteis e largamente utilizado em obras de qualquer porte. Sua caçamba com dispositivos hidráulicos para inclinação facilitam o processo de descarga e beneficiam o transporte de granéis e cargas soltas, como entulho, terra, cimento e areia, sem restringir seu uso para outros tipos de carga também. Contudo, em razão de seu porte pesado e da falta de cuidados na operação, tanto do caminhão basculante em si quanto da caçamba, ainda causam inúmeros acidentes em obras e também fora delas, com os caminhões rodando.

Um dos acidentes viários mais comuns com o caminhão basculante são os choques com passarelas e outras edificações em avenidas, estradas e rodovias. Muitas vezes, após o processo de descarga do material, motoristas e responsáveis permitem que o caminhão deixe o canteiro com a caçamba erguida. Aumentando consideravelmente a altura do veículo, a caçamba acaba se chocando com passarelas, túneis e outros obstáculos elevados na pista, levando a incríveis acidentes que afetam não apenas o veículo em si, mas podem inclusive causar fatalidades, especialmente em passarelas com grande tráfego de pedestres.

O que e como carregar?

A versatilidade do caminhão basculante acaba levando a alguns descuidos em seu uso. É claro que essas máquinas motorizadas podem carregar praticamente qualquer coisa, mas a depender da carga, alguns cuidados podem ser necessários, bem como a imposição de procedimentos de segurança e rotinas que possam reduzir a exposição a acidentes e também melhorar a produtividade.

Por exemplo, é preciso ter cuidado especial com cargas úmidas e que possam aderir à caçamba do caminhão – principalmente na hora da descarga, isso pode levar a um certo descontrole no descarte do material, vitimando trabalhadores e ajudantes que estejam no entorno do veículo. O melhor, nesses casos, é isolar o caminhão na etapa de elevação e descarregamento, baixando novamente a caçamba de tempos em tempos, para que ajudantes possam com pás auxiliar na desobstrução do material que estiver grudado às paredes do recipiente de carga.

Outro perigo, ainda dentro das obras e proximidades, são os fios e cabos em postes e barracões. Em alguns casos, mesmo com a caçamba abaixada, o caminhão pode esbarrar em alguns deles, e o resultado, até por seu tamanho, pode ser catastrófico.

Nunca carregue ou descarregue o veículo em terreno inclinado. Isso pode acelerar a vazão da carga, no caso do descarregamento, ou dificultar a tarefa de carregar o caminhão basculante. O processo deve ser sempre conduzido em área plana e com terreno regular, e algum isolamento deve ser respeitado, de modo a não expor trabalhadores. O motorista impreterivelmente permanece na cabine durante a basculação. Deve-se evitar também a basculação durante ventos fortes ou chuvas e tempestades.

Locadoras de máquinas em alta

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Economia em retração, mercado da construção civil a passos de tartaruga e setor de máquinas e equipamentos atordoado pela seca nas encomendas da Petrobras e alguns segmentos industriais – tudo isso na verdade é uma notícia não tão ruim para locadoras de máquinas, que podem este ano conseguir melhores barganhas para expandir e renovar seu parque de equipamentos, conseguindo boas opções de compra junto a fabricantes de máquinas e importadoras e até mesmo negociando melhor as condições de algumas compras ainda em pagamento.

Retração

A associação brasileira dos fabricantes de máquinas e equipamentos, a Abimaq, registrou um recuo de 13,7% no faturamento do setor em 2014 e estima que em 2015 a queda possa ocorrer novamente, em patamar similar. Isso significa que o mercado de máquinas brasileiro, em termos de vendas, terá recuado quase 30% em dois anos. Para locadoras que precisam renovar parte de sua frota, talvez esse seja o momento de negociar, mesmo que algumas linhas de crédito do BNDES, como o Moderfrota, tenham aumentado seus juros recentemente.

Volta ao mercado de locação

As locadoras de máquinas, a despeito da enorme queda no número de lançamentos no mercado de construção civil, voltaram a ser a opção de muitas grandes construtoras, que no auge do boom imobiliário começaram a adquirir máquinas próprias, entre gruas, retroescavadeiras e outros bens e tratores da linha amarela. Com o desaquecimento do mercado, ainda que o número de projetos seja menor, muitas dessas enormes construtoras estão voltando para o mercado de locação, como forma de evitar pesados investimentos dentro do cenário de incerteza que se segue.

Tendências para equipamentos leves

Não apenas no segmento de pesados, como tratores e bens da linha amarela – as construtoras também estão se voltando para as locadoras de máquinas quando o assunto são equipamentos leves e até mesmo manuais: furadeiras, marteletes, lixadeiras, bombas, mini gruas e por aí vai. São poucas as empreiteiras dispostas a investir qualquer valor em bens de capital nos dias de hoje e, sem disposição para ingressar em financiamentos de máquinas, podem criar um cenário até razoavelmente confortável para locadoras de equipamentos, que devem manter um desempenho razoável, mesmo com a forte retração econômica do momento.

Mão na Massa – problemas na bomba submersa

bomb submersa

A bomba submersa, agora que estamos “mergulhados” em uma crise de recursos hídricos sem precedentes, deverá voltar com força total, mesmo para o mercado residencial. Contudo, as bombas não são apenas utilizadas para criar poços artesianos – a primeira utilização que sempre nos vem à mente. Elas também podem ser utilizadas para o bombeamento e drenagem em diversas circunstâncias, desde a remoção de efluentes e esgoto, para limpeza de fossas e sistemas de escoamento, até a movimentação de água de uma fonte mais afastada e baixa para níveis mais elevados em um projeto de construção civil.

Contudo, embora alugar uma bomba submersa hoje seja uma tarefa fácil, às vezes esses equipamentos podem apresentar pequenas falhas e inconvenientes, especialmente para usuários menos ambientados com seu funcionamento.

Procurando o equipamento certo

Para começar, é preciso que você disponha da bomba submersa correta para o trabalho que pretende desenvolver. O melhor modo de fazer isso é descrevendo em detalhes para a locadora de equipamentos o uso que você fará da bomba na obra. Desse modo, o fornecedor pode selecionar o equipamento mais adequado e até mesmo fazer ajustes no mesmo, caso sejam necessários.

Existem bombas submersas para diversos fins e utilizações e recorrer à máquina errada pode comprometer não apenas o trabalho desenvolvido, mas também seu capital e sua obra.

Problemas comuns

Alguns problemas podem ocorrer durante o funcionamento de uma bomba submersa. Falhas no capacitor, por exemplo, podem parar o equipamento, impedindo a circulação da corrente. O capacitor está geralmente situado em uma caixa de fácil acesso para reposição, na parte externa da bomba submersa. Testar capacitores é uma tarefa complexa, mesmo para alguns eletricistas, então na dúvida recorra ao fornecedor do equipamento.

Principalmente em obras, danos também podem ocorrer na fiação da bomba submersa. Caso desconfie de problemas ou danos à fiação, efetue testes com um multímetro no comprimento dos conduítes – mas lembre-se de desligar o equipamento no caso de emendas ou reparos.

No caso de poços, é sempre possível a ocorrência de obstruções ou, ainda mais simples, que o reservatório tenha secado. Evite deixar a bomba em funcionamento nesses casos e, em situações nas quais o volume de água bombeado esteja prestes a secar, mantenha alguém responsável pela observação e consequente desligamento do aparelho assim que a massa d’água se extinguir. O esforço, quando mantido sem a existência de água, pode levar ao aquecimento da bomba e causar defeitos ou panes na máquina.

A crise e o aluguel de equipamentos

engenheira

Não são todas as construtoras e empresas de engenharia que recorrem usualmente ao mercado de aluguel de equipamentos. Muitos ainda utilizam equipamentos antigos, compram parte do maquinário necessário ou acabam subcontratando outras empresas e profissionais que possuem e operam tais equipamentos, sabe-se lá em que condições. Além da segurança e da eficiência, o aluguel de equipamentos pode ser uma resposta mais eficaz para suplantar o principal dilema do segmento de construção civil na atualidade: a crise.

Sejamos francos: o mercado imobiliário e de construção está em meio a um apagão. Com muitas incorporadoras reduzindo em até 60% ou 70% seu volume de lançamentos, a crise começa também a chegar no segmento de reformas. Para construtoras e profissionais que atendem a projetos públicos, a falta e o atraso de pagamentos vêm gerando enormes problemas de caixa. É preciso sobreviver a esse primeiro momento e construtoras que possuam um melhor controle de seus gastos irão passar mais facilmente pelo momento difícil que vivemos no país.

Mas como o aluguel de equipamentos pode ajudar você e sua empresa a equilibrarem suas finanças e manter operações em um momento como o atual, de “vacas magras”?

Controle e fluxo de caixa

Controlar o caixa em uma obra é algo complexo. A grande maioria das construtoras e empreiteiras, principalmente em reformas e projetos menores, têm pouco ou nenhum controle sobre a projeção de gastos e custos ao longo do projeto. É preciso mudar esse cenário. Com a crise batendo na cintura, apenas profissionais mais eficientes sobreviverão e para isso é preciso saber exatamente o quanto e quando você irá gastar em uma obra.

O aluguel de máquinas e equipamentos fornece uma perspectiva objetiva em relação aos gastos. Sabendo o número de dias em que você irá dispor de cada equipamento e o quanto irá pagar por isso de modo antecipado, é possível equilibrar esses custos e projetar seu impacto no caixa no médio e no longo prazo. Usando máquinas próprias ou de terceiros contratados, não é possível estimar custos com manutenção, problemas e gastos com paradas e até mesmo os gastos envolvidos no transporte e montagem de cada um desses equipamentos.

Sem ociosidade

Equipamento parado é dinheiro jogado fora. O aluguel de equipamentos reduz ou extingue a ociosidade em sua obra, sendo que você apenas pagará pelo uso de cada uma das máquinas, devolvendo quando necessário e retirando novamente quando precisar. Sem o equipamento parado na obra, também é menor o risco de acidentes, danos à máquina e manutenções.

Negociação no aluguel de equipamentos

O mercado está difícil para todo mundo. O volume de capital para financiamento não afeta apenas quem quer comprar um imóvel, mas também você na hora de adquirir uma nova máquina ou equipamento. O aluguel pode ser uma resposta inteligente e rápida ao aumento dos custos de financiamento na compra de maquinário novo, além de evitar um maior grau de endividamento de sua construtora no longo prazo – e se tem algo que nenhuma empresa quer no momento é se endividar.

Amigo da Obra – o papel do contêiner desmontável

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Todos já viram um contêiner, passando próximo a portos, no litoral, ou mesmo ao lado de caminhões e vagões de trem. Essas grandes estruturas de metal, usadas há décadas no transporte de mercadorias, começaram a ser uma boa opção para o armazenamento de materiais em obras e projetos de construção, com uma vantagem adicional mais recentemente: eles vêm em sistemas desmontáveis.

O contêiner desmontável possui todas as facilidades de adequação a pequenos espaços do seu “primo” original, porém também é muito mais fácil de ser transportado, além de poder mudar de local dentro de um canteiro à medida que uma obra avança. Contudo, o papel desse equipamento pode ser diferente, a depender do porte e característica de cada obra em particular.

Contêiner desmontável em pequenas obras

Em obras de pequeno porte e reformas mais pontuais, não há grande movimentação de materiais – a construção de “barracões” pode estender o projeto por um período maior do que o necessário, assim como não manter um espaço adequado para o almoxarifado e estoque pode causar confusões, desperdício e até mesmo acidentes. O contêiner desmontável geralmente possui um espaço que cabe como uma luva para esse tipo de obra – rápido de montar, espaçoso e fácil de organizar.

Mas e em obras de grande porte?

Às vezes não há como fugir da construção de armazéns e barracões. Em obras de grande porte, materiais chegam e saem todos os dias, são entregues em diferentes horários e quantidades e não necessariamente possuem uma velocidade de utilização similar. Precisamos de espaço para estocar volumes enormes de sacos de cimento, tijolos, argamassa, ferros e metais, pisos e azulejos e tudo mais, e além de mantê-los organizados, é necessário proteger todo esse material de chuvas e também de roubos, infelizmente ainda comuns em nosso país.

Contudo, uma obra também utiliza peças, componentes e equipamentos de pequenas dimensões e portáteis. Nesses casos, um almoxarifado em um contêiner desmontável pode agilizar processos e otimizar o controle no uso de máquinas e também componentes como pregos, parafusos, porcas, fitas e outros.

Mantenha sempre o contêiner, nesses casos, próximo da área de acesso dos trabalhadores, para que a maioria deles colete os equipamentos de que precisam assim que derem entrada no expediente. Mantenha também um controle por escrito de quantidades e colaboradores que fizeram retiradas, evitando não apenas extravios, mas também sabendo a hora de repor algum produto ou alugar mais maquinário portátil.

Em relação ao barracão? Bem, o ideal é que o controle seja feito de modo igualmente rigoroso, mas como geralmente o foco é na própria obra, ainda são poucas as construtoras que mantêm registros e anotações detalhadas a respeito desse tipo de logística.

Como economizar no aluguel de equipamentos

como alugar equipamentos

O aluguel de equipamentos é uma prática cada vez mais comum em mercados como a construção civil, pavimentação e mesmo em reformas residenciais de menor porte. Tanto empresas quanto usuários individuais começam a ver as vantagens de alugar, ao invés de comprar, mesmo no caso de equipamentos e máquinas mais simples e leves, como marteletes, furadeiras, lixadeiras e outros.

Mas mesmo sendo proporcionalmente mais em conta do que a compra de máquinas, o aluguel de equipamentos pode gerar custos indesejáveis, principalmente quando feito de maneira aleatória e sem planejamento. A VaiVolta separou algumas dicas para que você gaste menos e usufrua mais de seus equipamentos alugados.

Uso programado

Nada pior do que pagar por algo que não está em uso. Infelizmente, no ramo de aluguel de equipamentos, isso é bastante comum. Empresas alugam máquinas para utilização em obras, mas acabam fechando sua locação sem organização ou sem estabelecer uma programação em linha com seu uso, o que faz com que equipamentos permaneçam ociosos, ocupando espaço no canteiro e gerando custos desnecessários.

Sempre que possível, alinhe os pedidos de locação à utilização dos equipamentos durante a evolução da obra. Não adianta você pagar mais barato no aluguel de equipamentos se eles permanecerão sem uso durante boa parte do período que você estiver pagando.

Diferentes fornecedores

Tente não alugar os equipamentos todos de um mesmo fornecedor. Quando o faz, é mais provável que você acabe alugando equipamentos no “pacote” que são desnecessários para a etapa em que a obra se encontra. Além disso, nunca é bom ficar completamente rendido por um único fornecedor – em caso de atrasos ou problemas, você corre o risco de ficar com todo seu projeto parado por tempo indefinido.

Anote entradas e saídas

Relacione e controle os períodos de aluguel de equipamentos, sua entrega e retirada, dias de uso e ociosidade e também valores envolvidos na locação de cada um deles. Isso é importante para que você saiba, em uma próxima obra, quais foram os erros e acertos na hora de selecionar e alugar as máquinas e equipamentos, evitando que equívocos se repitam e deixando a etapa de locação mais eficiente e menos custosa.

Procure online

Busque sempre por fornecedores, ofertas e cotações de equipamentos online. Ferramentas modernas, como a oferecida pela VaiVolta, permitem que você obtenha múltiplas cotações para cada um dos equipamentos que pretende alugar, possibilitando a você reduzir os custos com o aluguel e também encontrar empresas que se demonstrem mais parceiras para atendê-lo. Além disso, você pode alugar equipamentos de forma mais rápida e com menor custo com ligações e pessoal.

 

ABC do Maquinário – Entendendo o compressor de ar

compressor de ar

O compressor de ar é um equipamento versátil e útil não apenas em obras, mas em muitos estabelecimentos também, como serralheiros, marceneiros, oficinas e martelinhos de ouro, entre outros. Embora sejam equipamentos de um porte e peso razoáveis, os compressores geralmente possuem uma mecânica simples de funcionamento: nos modelos convencionais, uma espécie de sistema de pistões (semelhante a motores), é usado para comprimir o ar, armazenando-o ou empregando-o em alguma tarefa.

O pistão comprime o ar armazenado da mesma forma que um êmbolo em uma seringa, “empurrando” o ar comprimido para dentro do tambor. Instrumentos indicam o nível de pressão dentro do tanque do compressor de ar, de modo que operadores experientes podem verificar a hora certa de utilizar o equipamento. Há alguns tipos distintos de compressores, que funcionam diafragmas de borracha, que evitam o contato do ar comprimido com as partes móveis da máquina, permitindo que o ar comprimido seja armazenado sem a contaminação de sujeita ou lubrificantes – geralmente usados em processos industriais, esses compressores são particularmente indicados para processos de pintura que exijam maior precisão.

Posicionando o compressor de ar

Um compressor é geralmente produzido em peças reforçadas, que proporcionam segurança ao operador e ao entorno do local onde ele será utilizado, evitando vazamentos e explosões. Entretanto, é sempre bom verificar a existência de possíveis vazamentos já durante o processo de enchimento do reservatório, só por garantia.

Entre as peças que precisam ser limpas ou trocadas com alguma frequência está o filtro de ar do compressor. É indicada a limpeza da peça duas ou três vezes por semana, e sua troca no máximo a cada 200 horas de uso do equipamento.

Os compressores são geralmente utilizados na etapa de pintura da obra e de acabamento, por isso é melhor deixar para alugar o equipamento durante essas etapas do processo de construção. Por ser uma máquina potencialmente perigosa, a melhor política é evitar sua exposição à queda de materiais de construção e às etapas que exigem grande movimentação no canteiro. Sempre mantenha o compressor de ar longe de equipamentos rodantes, como tratores, ainda que ele esteja sendo utilizado para calibrar pneus.

Para limpeza, é sempre possível utilizar equipamentos de hidrojateamento que funcionem em conjunto com o compressor de ar, mas evite utilizar somente o ar para fazê-lo.

Aluguel de compressor de ar

Procurando locar equipamentos? Lá no VaiVolta, você faz um único orçamento e receba várias cotações de mias de 250 locadoras certificadas. É mais fácil, seguro e econômico. Confira.

Amigo da Obra – escoras metálicas e seu uso

Encofrado RAPID con Puntal SP

Embora as técnicas de construção civil tenham avançado enormemente ao longo das últimas décadas e erguer estruturas prediais tenha deixado de ser um segredo, utilizando métodos que envolvem processos controlados, pré-moldados e estruturas prontas, pequenas falhas ainda podem levar a grandes acidentes em um projeto.

Uma das áreas mais sensíveis, por motivos evidentes, são as lajes. Mesmo quando bem construídas, é preciso que as lajes estejam secas e acomodadas o suficiente para permitir que as colunas suporte o peso da estrutura inteira e também para que os trabalhos no próximo nível sejam iniciados.

Contudo, há casos nos quais não é possível esperar e uma obra não pode parar toda vez que se adiciona uma nova laje. Nesse caso, você precisará de escoras metálicas – e a depender do projeto, de um bom número delas.
Escoras metálicas possuem geralmente regulagens entre 2m e 3,5m, mas podem atingir alturas maiores a depender de sua necessidade e do pé-direito da laje. Cada escora, teoricamente, pode suportar cerca de um tonelada e meia.

De qualquer jeito não

É claro que as escoras metálicas são bastante fáceis de instalar e ajustar. Em muitos aspectos, lembram peças como armações de barracas ou mesmo muletas, sendo produzidas em tubos de aços e possuindo furos que servem como ajuste para a altura desejada.

Entretanto, fácil não significa de qualquer jeito. Para que o peso seja de fato suportado, as escoras metálicas precisam estar em posição completamente ortogonal em relação ao piso e ao teto, ou seja, formando um ângulo de 90°. Preferencialmente, deve-se utilizá-las após o contrapiso estar executado e evitar ao máximo o apoio em superfícies lisas demais, úmidas ou irregulares.

O projeto, ou seja, o diagrama com o número de escoras metálicas necessárias para suportar a laje, bem como seu posicionamento, é algo que deve ser feito por um engenheiro ou arquiteto antes mesmo do aluguel das escoras. Em lajes pré-moldadas, o fabricante deve indicar as linhas de escoramento.

Vale ainda lembrar que, por serem produzidas em metal, escoras não devem ser instaladas em regiões próximas a cabines de alta tensão, cabeamento e distribuição elétrica, caixas de disjuntores e outros equipamentos que possam gerar faiscamento.

Também é preciso ter cuidado ao realizar nova concretagem acima da laje escorada – o descarregamento do concreto em um único ponto pode gerar excessos de carga em algumas escoras em particular, excedendo sua capacidade de suporte.

Algumas dicas na hora de alugar

Não há muito segredo – uma  vez determinado o número de escoras metálicas a serem acionadas pelo engenheiro, basta entrar em contato com uma empresa de aluguel de equipamentos (ou procurá-la na VaiVolta, é claro) e solicitar as escoras. Contudo, vale deixar aqui algumas dicas:

  • Nunca peça o número exato de escoras – algumas peças podem estar defeituosas ou mesmo novos cálculos podem ser feitos, ampliando a necessidade de escoras e paralisando seu trabalho.
  • Verifique todas as escoras individualmente, verificando o estado de cada uma delas.
  • Ao retirar o escoramento, exija que os funcionários responsáveis desmontem e travem as escoras do modo correto, evitando acidentes ou a perda de componentes.

Amigo da Obra – Aposentando Roldanas com a Mini Grua

blog mini grua

Ainda há incontáveis obras no Brasil, e para constatar isso basta caminhar pelas ruas de uma grande cidade, que utilizam roldanas e cordas, içadas simplesmente pela força bruta dos trabalhadores, para elevar equipamentos, baldes com argamassa e mesmo materiais mais pesados, como tambores e pilhas de tijolos. A despeito do uso de equipamentos de proteção individual, como capacetes, botas e outras peças, acidentes envolvendo a queda desses objetos costumam ser incapacitantes para os envolvidos, quando não fatais. Isso tudo fora o tempo – quanto maior a obra, mais tempo se perde na elevação de máquinas e material e, com isso, seus prazos se esgotam antes mesmo de você se dar conta disso.

Mas qual a opção em obras de médio e pequeno porte, destituídas de grandes guindastes e plataformas de elevação, ou elevadores? A resposta pode estar na chamada mini grua.

O que é uma mini grua?

A mini grua é um equipamento geralmente fixado em lajes ou plataformas mais elevadas, que imita em escala menor as pesadas gruas usadas na construção de arranha-céus. Fixada e chumbada na beira do piso que receberá a carga, com o uso de treliças e estruturas metálicas, a mini grua geralmente é capaz de suportar pesos de 500 até 1000 kg com relativa facilidade, giram 360° em relação a seu eixo principal e também são bastante fáceis de operar.

O funcionamento do equipamento não deixa de utilizar roldanas, mas cabos-de-aço reforçado são içados através delas por motores com potências geralmente en 3 e 8 CV. A fixação do equipamento é feito através da laje, com bases parafusadas a guias metálicas na parte de baixo.

Quais as vantagens?

A segurança é um dos principais atributos de uma mini grua em relação a métodos arcaicos de elevação. Além de reduzir o número de acidentes e evitar que trabalhadores se sujeitem a situações de perigo, a mini grua também agiliza o processo economizando tempo, e é claro, dinheiro, para você e sua obra. Ao alugar um equipamento do gênero, também é possível solicitar configurações específicas de cabos e potência, a depender da altura envolvida no trabalho.

Outra vantagem é a relativa leveza do equipamento – como ele é transportado e levado até o local em peças, que são acopladas apenas no ponto de uso, a logística é simples e fácil, tanto na montagem como na desmontagem das peças.

Locação de equipamentos

Se você precisa alugar uma mini grua, o VaiVolta oferece a forma mais fácil e econômica de coletar orçamentos, encontrar fornecedores e fazer negócio. Com um orçamento feito online, todos os fornecedores da base do VaiVolta são acionados e enviam orçamentos. Assim você encontra orçamentos sem ter que ligar e entrar em diversos sites. Confira!

ABC do Maquinário – Operando a retroescavadeira

blog retroescavadeira

Quem vê uma retroescavadeira sem conhecer a fundo a rotina de um projeto de construção civil não tem ideia de quão versáteis podem ser esses equipamentos. A retroescavadeira tradicional é basicamente um trator com uma grande pá de carga na parte dianteira e uma lança equipada com uma caçamba menor na parte de trás, que puxa a terra ou a carga em direção ao próprio trator. Retroescavadeiras podem ser usadas para escavar, cobrir buracos, carregar caminhões e carretas, distribuir terra em um terreno, além de servirem para realizar o transporte de carga em geral no canteiro de obras.

A operação do equipamento, entretanto, é ainda mais complexa que a de tratores comuns – especialmente a lança traseira exige espaço e amplitude para sua operação, portanto a retroescavadeira deve sempre ser mantida a uma boa distância de edificações e, principalmente, do restante da equipe que estiver atuando na obra. No caso de canteiros que utilizem vários tratores e máquinas, operadores mais experientes devem ser colocados na operação dessas máquinas.

Dicas na operação

A primeira grande dica é a segurança: quando a máquina for utilizada no canteiro, certifique-se de que não há barreiras para seu trânsito e que toda a equipe esteja ciente de que o equipamento será usado. Na hora de ligar, peça aos operadores que sempre ajustes volante e assentos antes de dar a partida na retroescavadeira, para evitar qualquer perda de controle da máquina. Caso o trator esteja há muito tempo desligado, é bom deixar o motor funcionando por alguns minutos, com a máquina ociosa, antes de iniciar os trabalhos.

Mesmo com operadores experientes, tenha certeza de que todos os pedais e alavancas sejam testados antes de iniciar o uso da retroescavadeira. Posições e comandos podem variar conforme o fabricante e mesmo os operadores mais experimentados em sua operação podem ter de se adaptar. Finalmente, realize alguns testes de movimento na pá dianteira e nos vários graus de liberdade da lança traseira, para verificar se não há mecanismos e juntas emperrados ou em mau funcionamento.

A máquina certa

Uma retroescavadeira é um equipamento versátil, mas não deve ser usado em substituição a outros tratores, mais adequados para serviços de movimentação de terra ou simplesmente menores e de melhor trânsito na obra. Antes de colocar uma retroescavadeira em sua obra, meça e avalie o terreno e as circunstâncias, tendo certeza de que essa é a melhor opção para suas necessidades. Mini escavadeiras, niveladoras e outras máquinas rodoviárias, em alguns casos, podem ser uma melhor resposta para sua obra.